terça-feira, 11 de maio de 2010

ULTIMOS CHARRUAS

Índios Charruas: Os charruas eram índios que habitavam os campos dos territórios dos atuais Rio Grande do Sul, no sul do Brasil, do Uruguai e do nordeste da Argentina (especialmente na Província de Entre Ríos).Território ocupadoRio Negro , nascendo no Brasil e seu trajeto no Uruguai até o Rio Uruguai.Inicialmente ocupavam as duas margens do rio Uruguai, desde Itapeiu até o seu delta, mas já em época histórica estenderam seus domínios até as costas do Paraná e ocuparam o sul o Rio Grande do Sul.Localizaram-se a coxilha de Haedo , localizada ao sudoeste do Rio Grande do Sul; e seguindo até o Rio NegroEm 1730 se aliaram aos Minuanos, que vinham de além do Rio Uruguai e se estabeleceram nas terras próximas à Lagoa Mirim e à Lagoa dos Patos.Os Guenoas ou Guanoas, eram Charruas setentrionais.Os três povos são de origem patagônica (patagões ou patagones).

Tipo físico


Eram altos, com uma média de 1,68m para os homens e 1,67m para as mulheres, de aspecto sério e taciturno, porte duro e feroz. Os homens apresentavam barba como distintivo varonil, na qual os caciques usavam engastadas como adorno pedras e - após o contato com produtos da civilização européia - latas e vidros. A tatuagem no rosto consistia em três linhas que iam da raiz dos cabelos até a ponta do nariz e duas linhas transversais que iam de zigoma a zigoma. Para a guerra e festas pintavam a mandíbula superior de branco.ArmasComo armas usavam o arco, flecha com carcases, boleadeiras, funda e lança. As flechas tinham as pontas feitas de pedra lascada. após o contato com os espanhóis as boleadeiras, que eram atadas com corda de tucum, passaram a ser ligadas com tiras de couro.






As tendas primitivamente eram feitas com quatro estacas e esteiras de palha no teto e nas paredes. Após o contato com os espanhóis passaram a usar largos pedaços de couro .HábitosNão eram agricultores. A alimentação era caça e frutos, e também foi modificada em contato com os espanhóis, passando a preferir a carne de cavalo. O uso do fumo e erva-mate adveio do contato com os brancos, pois não há vestígios anteriores. Já em contato com os espanhóis, cobriam o corpo com uma camisa curta, sem mangas de pele curtida. No inverno, o pêlo era aplicado pelo lado de dentro e no verão vice-versa.As mulheres usavam uma saia de algodão até os joelhos.Não sabiam fiar nem tecer. Os panos de algodão que passaram a usar foram adquiridos em contato com os Guaranis.Eram polígamos. As mulheres cuidavam das tarefas domésticas e dos cavalos. O homem se dedicava à guerra e a caça.Faziam conselhos de família para decidir sobre assuntos de guerra ou outros interesses. Aprenderam a montar com os espanhóis, tornando-se exímios cavaleiros, hábeis na guerra e na caça. Em domínio espanhol, atacavam fazendas, raptavam as mulheres , castravam os meninos e os levavam para escravos e matavam os homens adultos. Não praticavam o canibalismo, ao contrário dos tupis e guaranis não reduzidos.Os diversos grupos charruas falavam o que se convenciona chamar "Línguas charruanas".Exemplos:


ADJETIVOS:




BILU Bello, Hermoso


MAR : Mucho




Religião Pouca informação se tem sôbre a religiosidade dêles, mas durante fartas libações invocavam um ser superior, que algumas vezes poderia se tornar visível. Aos médicos-feiticeiros atribuiam o poder de curar doenças, transbordar os rios, parar as feras; também haviam as velhas que curavam chupando a pele nos lugares doloridos. O funeral era entregue a uma velha que se encarregava de descarnar os ossos e sepultar. As mulheres de parentesco mais próximo, esposas e filhas, na perda do familiar amputavam-se uma falange além de cravarem em si mesmas flechas que tinham pertencido ao morto. O costume de amputação de falange também é encontrado em povos primitivos da indonésia. O filho, quando havia a morte do pai , oculta-va-se por dois dias em sua cabana; após isto, à noite, dirigia-se a outro índio que lhe trespassava com pedaços de taquara a pele do braço do punho até o ombro; após isto, saía nu no bosque; cavava um buraco no chão onde coubesse até o peito e alí passava a noite; pela manhã voltava à cabana onde lhe tiravam as taquaras e passava dois dias sem comer e beber; nos 10 dias seguintes os meninos da tribo lhe levavam água e aves de caça ; ao final deste tempo voltava ao convívio da tribo. O marido não aparentava dor pela morte da mulher nem o pai pela morte do filho.Os últimos CharruasForam assim chamados quatro indígenas enviados a Paris para estudos científicos, remanescentes da Batalha de Salsipuedes. Eram uma mulher e tres homens. Seus nomes eram Senaqué, Tacuavé, Vaimaca Perú e Guyunusa. Sabe-se que alguns percorreram a Europa em circos, em apresentação falaciosa, como antropófagos do novo continente. Entretanto acredita-se que a etnia charrua pura não adentrara ao século XIX. As tribos ditas charruas vitimadas pela perseguição da recem formado Uruguai eram compostas por indivíduos já com diferentes influências raciais e culturais.




CHARRUAS HOJE.








Considerados desaparecidos como tribo, sem nunca terem sido catequizados ou civilizados. A etnia misturou-se às demais da região.Os uruguaios orgulham-se de que sua ascendência tenha contribuição também desta etnia, pelo caráter indômito .Na Argentina, ao nordeste, encontram-se traços de sua descendência , na Província de Entre Ríos.Mas em 09/11/2007,após uma luta que já durava 172 anos a Câmara Municipal de Porto Alegre realizou ato que reconhece a comunidade Charrua como povo indígena brasileiro. Considerada extinta pela Fundação Nacional do Índio (Funai) a tribo Charrua voltou a ser reconhecida em ato oficial da fundação, em setembro 2007. O evento foi organizado em conjunto pelas comissões de Direitos Humanos da Câmara Municipal, da Assembléia Legislativa e do Senado Federal.Existem hoje cerca de 6 mil charruas nos países que compõem o Mercosul. Só no Rio Grande do Sul são mais de 400 índios presentes nas localidades de Santo Ângelo, São Miguel das Missões e Porto Alegre.









No ano de 1833, quatro índios charruas foram enviados para Paris, como atrações exóticas de um zoológico humano na Cidade Luz. Essa incrível história conta como esses índios, originários do sul do Brasil e da Bacia do Prata, foram mortos e aprisionados em uma emboscada na cidade de Salsipuedes, no Uruguay. Os quatro índios enviados sobreviventes ao massacre viveram por alguns meses em Paris e logo foram mortos por doenças brancas.

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